quinta-feira, 21 de julho de 2011
Passeata reúne 500 contra Belo Monte e Código Florestal em São Paulo
sexta-feira, 18 de março de 2011
Bem vindo ao futuro: transite se for capaz!
7 milhões de veículos. Eis a nova cifra da metrópole de São Paulo dentro de poucas semanas, de acordo com dados do Detran-SP. Viva, o progresso chegou! As montadoras estão felizes da vida, batendo recordes de venda. A economia, pujante e crescente. Os consumidores, realizados.
Mas a cidade trava cada vez mais. O recorde desse ano, até o momento, foi de
De fato, a impressão que se tem é que a coisa piora dia após dia. Ruas antes tranqüilas agora amanhecem intransitáveis.
Quais as conseqüências para o meio ambiente e para a qualidade de vida das pessoas? O uso que se faz dos automóveis é racional?
Uma extensa lista de estudos científicos apresenta relação entre a poluição das cidades, em grande parte gerada por motorizados, e doenças cardiorespiratórias. Um deles, recentemente publicado pela universidade belga Hasselt University, mostra que para quem tem predisposição genética, a exposição à poluição pode causar um infarto em poucas horas. Ou seja, respirar nas cidades grandes é arriscado.
Sem dúvidas, o sistema de transporte público ainda deixa a desejar. Mas há uma certa comodidade que parece imperar entre os indivíduos quando se fala em usar menos o carro, por exemplo. Vejam bem, USAR MENOS. Pelo menos aqui, ninguém está falando – AINDA – em não usar, mas sim em fazer uso consciente, menos vezes por semana, dando carona a amigos, andando trechos menores, enfim.
A moto talvez nem tanto, mas o carro é o símbolo máximo do individualismo na sociedade de consumo. A capital paulistana tem um índice de veículos por habitante maior do que Japão, Estados Unidos e Itália.
O irônico é que uma metrópole como São Paulo é movida a pressa. Afinal, tempo é dinheiro. Mas então, por que há tanta lentidão no ato de se locomover? Quanto isso representa de perda de produtividade?
Chega a ser triste ver tanta gente comemorando esses números como se significassem um avanço. Enquanto há iniciativas diversas no mundo visando incentivar o uso de transportes alternativos, o Brasil segue inserido dentro de um paradigma ultrapassado, que privilegia o transporte privado ao invés do público.
Transite se for capaz...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Seminário dá início às atividades de grupo de profissionais de sustentabilidade
143 pessoas estiveram presentes no campus da Vila Mariana da faculdade ESPM (SP) para a realização do seminário que marcou o início das atividades da recém-formada Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, no dia 21 de fevereiro. Um dos objetivos do grupo é representar formalmente os profissionais que atuam no campo da sustentabilidade. Para tanto, estão previstas diversas ações para 2011, dentre as quais se destaca uma pesquisa para mapear o perfil de quem atua nesse mercado. O encontro teve uma roda de debates composta por: Martin Bernard, sócio da Amrop Panelli Motta Cabrera, e Maria Luiza Pinto, diretora executiva de desenvolvimento sustentável do banco Santander, mediada pela jornalista especializada da revista Exame Ana Luiza Herzog.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Informação ou maquiagem?
No intuito de desvendar tais questões, o instituto de pesquisas Market Anylises fez um levantamento de publicidades veiculadas nas revistas Veja e Exame. De 2009 para 2010, houve um crescimento, de 135 para 168 anúncios, que abordavam Responsabilidade Sócio Empresarial.
Também foi realizada uma pesquisa em 15 grandes estabelecimentos, que incluiu: farmácias (2), supermercados, (2) livrarias (2), multicategorias (4), utilitários domésticos (2), brinquedos (1) e vestuário (2).
Em síntese, trata-se de uma análise que se propôs a identificar até que ponto as informações contidas nos produtos não seriam somente greenwashing. Em outras palavras: uma maquiagem verde, destinada a formação de uma imagem institucional ecologicamente amigável.
A metodologia utilizada baseou-se em sete categorias para qualificar os rótulos dos produtos. Uma delas diz respeito a incerteza transmitida pelas mensagens, ou seja, informações superficiais ausentes de um significado claro. Por exemplo: não tóxico (água pode ser tóxico); natural (arsênio é natural); e verde. Foi a categoria que mais teve incidências de produtos brasileiros: 46% dos rótulo analisados.
O estudo, publicado em setembro do ano passado na revista Ideia Sustentável, ainda é atual e vale a pena ser consultado por quem se interessa pelo tema. De certa forma, é uma fotografia de como anda a relação de confiança (de uma parte) e de respeito (de outra) entre consumidores e empresas.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Estado tem um ano para desapropriar áreas em nova UC
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Projeto final de UC em Bertioga vai a aprovação
A data foi definida em Audiência Pública realizada na última quinta-feira (7/10) em Bertioga, evento que reuniu cerca de 300 participantes.
A ideia é que possam ser contemplados o maior número de contribuições, vindas de diferentes partes da sociedade civil. Elas serão analisadas por um grupo de técnicos, que definirá o documento final a ser enviado ao em formato de Decreto para a assinatura do governador do Estado de S. Paulo Alberto Goldman.
Uma vez aprovado, será dado encaminhamento ao início das operações de gestão da futura UC, que está enquadrada no modelo de parque (proteção integral), denominado Parque Estadual Restinga de Bertioga.
O tamanho estimado é de 8 mil hectares, a mesma área do Parque Estadual da Cantareira, o equivalente a 51 parques do Ibirapuera, em São Paulo.
A importância da criação de uma UC se deve ao fato de que a região que abrange as praias de Bertioga, Riviera de São Lourenço e Itaguaré possui áreas intocadas e preservadas de Mata Atlântica: 98% da restinga que não foi destruída na Baixada Santista está no polígono.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
SP e as bikes
O governo municipal anunciou no ano passado que a bicicleta seria tratada como meio de transporte tão importante quanto os demais. E o que se vê é a criação de ciclofaixas, que podem ser utilizadas somente aos domingos.
Em contrapartida, o Movimento Nossa São Paulo entregou hoje à Câmara dos Vereadores proposta para construir 500 km de ciclovias que se integram com o transporte público na cidade.
Em tempos de extrema poluição atmosférica, trânsito caótico, ônibus e metrôs abarrotados, há dúvida de que a bike seja uma ótima opção? Não. Mas é preciso suporte do poder público.